Bella Venezia!

Inúmeras pontes, vários atalhos, ruas estreitas, mapa nas mãos, e aquela sensação de estar em um verdadeiro labirinto. São 118 ilhas ligadas por 400 pontes e mais de 170 canais.

Em Veneza não há carros ou ônibus nas ruas, o transporte é feito por barcos e gôndolas – atrativo peculiar da cidade – romantismo e arte se unem nas ruas venezianas. A cidade é palco da Bienal de Arte, do Festival Internacional de Música Contemporânea, da Mostra de Cinema e diversos Concertos e shows musicais que acontecem no famoso Teatro La Fenice.

Visitar Veneza é presenciar a arte reproduzida em seus monumentos e é sentir um romantismo que pulsa por toda cidade. Tudo isto é refletido em uma caminhada nas ruelas, em um passeio na praça San Marco, em uma visita nas catedrais, em um café nas margens do Grande Canal, entre outras atrações históricas presente na arquitetura medieval.

“Sobre a ponte eu estava,
Há dias, na noite cinzenta
Ao longe ouvi uma canção:
Ela pingava gotas de ouro.
Pela superfície trêmula
Gôndolas, luzes, música –
Ébria ela nadou para a escuridão…
Minha alma, um alaúde,
cantou a si, invisível e ferida,
uma canção veneziana, e segredou,
trêmula de ventura colorida.
Será que alguém a escutou”?

Friedrich Nietzsche

Para entender um pouco sobre como Veneza se tornou este verdadeiro “labirinto”, uma reportagem publicada na revista Abril, conta que tudo começou com a ocupação de ilhas no nordeste da Itália.
As ilhas passaram a fazer parte do Império Bizantino até o início do século IX, quando a cidade tornou-se independente. Rapidamente as áreas de “terra firme”, foram ocupadas e a cidade precisava crescer. Assim, foi desenvolvido um sistema para aterrar as áreas alagadas anexas às porções da terra, e foram estreitando-se a distância entre as ilhas, delineando os canais e aumentando o espaço para abrigar os povos.

A Ponte de Rialto é a ponte mais famosa sobre o Grande Canal. Ela foi construída em madeira durante o século XII. A ponte não resistiu aos incêndios, e logo, no século XV ela foi reconstruída toda em pedra. Durante este período, lojinhas e pequenos mercados também foram construídos nas margens da ponte. Conta-se que o nome “Rialto”, tem a sua origem devida ao famoso mercado que encontra-se nas margens da ponte.

Ponte Rialto
Ponte Rialto

Praça San Marco
Praça San Marco

A praça San Marco é a marca de Veneza, ali – todas as nações se encontram, é impossível ouvir somente um idioma. Além da multidão de pombos, que refletem a característica peculiar do lugar, a praça abriga uma arquitetura histórica fascinante, como Basílica de San Marco, com sua arquitetura gótica, a Torre de Campanile, que abriga os sinos da basílica, o Palácio Ducale e a Torre dell Òrlologio, ou Torre do relógio astronômico. Na praça encontra-se também os melhores e mais caros restaurantes além das luxuosas cafeterias, como o Café Florian, uma das mais famosas cafeterias de Veneza.

A Torre do Campanile foi construída no século IX, mas desmoronou-se, e em 1912 foi reconstruída com seus 98 metros de altura. Ao lado da Torre encontram-se duas agulhas, com um “cata-vento” dourado com a figura do anjo Gabriel.

A Basílica de San Marco, construída 1617, é um exemplo da arquitetura bizantina, que se destaca pelos mosaicos e pinturas sacras normalmente feitas sobre madeira.

Os passeios de Gôndola podem custar entre 60 e 100 euros (50 minutos). Mas, para quem quer apenas tirar uma pequena foto, e atravessar 8 minutos de um pequeno canal para outro, o passeio sai por apenas 4 euros. :o))

Dizem, que ninguém conhece Veneza de verdade sem se perder em suas ruas, por isto, não se admire, se mesmo com o mapa nas mãos você encontre “dificuldades” de se localizar-se. Bom, caso isto aconteça, não se preocupe, preste atenção nas plaquinhas amarelas que estão normalmente nas esquinas das ruas, elas indicam a direção para os pontos turísticos importantes, como a famosa praça “San Marco” ou a ponte “Rialto”. :o))

Veneza também é conhecida pelas suas máscaras carnavalescas. É tradicional na cidade o uso das máscaras durante o carnaval, característica que surgiu no século XVI, onde a nobreza se disfarçava para sair e misturar-se com o povo. A festa tem duração de 10 dias e durante as noites acontecem desfiles em salões e companhias como a Compagnie Della Calza, que organiza vários desfiles pela cidade. Máscaras, trajes pretos e pintura branca no rosto, marcam a história do carnaval de Veneza.

A Ilha de Murano, na realidade faz parte de um arquipélago com sete ilhas menores, das quais duas são artificiais. A ilha tem 5500 habitantes, foi fundada pelos romanos e fica apenas há 1 km de Veneza. A Ilha é conhecida pela sua produção de lustres e espelhos desde o século XIV.

O meu passeio em Veneza ficou por aqui, para encerrar o passeio, claro que precisei inserir algumas fotos românticas para deixar você ainda mais inspirado em um passeio na Bella Venezia! 🙂

“Fim de semana em Veneza!
E o gondoleiro, aonde for
vai nos lembrando a beleza
de antigos sonhos de amor”…
Rodolpho Abbud

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5 comentários

  1. Esse post me trouxe umas memórias tão boas.. Fui a Veneza quando era criança, e lembro que quando o gondoleiro começou a cantar minha mãe começou a chorar muito, como nunca tinha visto. E depois ela, entre soluços, conseguiu dizer que ele estava cantando a música que o avô italiano dela cantava pra ela, e ela não lembrava do ritmo, letra ou nome há anos!
    Lembro também de me perder muito! hahaha a regra era sempre perguntar onde ficava a praça mesmo..

  2. Já fui em Veneza, realmente é fantástico! Como vc disse, me senti tb em um labirinto. Muito massa este post! 😉

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