O romantismo de Heidelberg

É olhando para este castelo, que posso reafirmar a frase do escritor americano Mark Twain: “A natureza sabe como adornar uma ruína para conseguir o melhor efeito”. Moro há 5 anos na Alemanha, e é sempre encantador e gratificante visitar uma cidade alemã. Principalmente os castelos, ruínas e museus. Visitar o centro histórico das terras germânicas é ter retorno intelectual. Há sempre uma história diferente, um conhecimento a mais, uma informação inusitada.

Castelo de Heidelberg
Castelo de Heidelberg

Olhava para o castelo de Heidelberg e me perdia em milhões de pensamentos. Refletia sobre as histórias, sobre os casamentos da época, as dificuldades existentes em uma era aristocrática, a situação política, a burguesia, os servos, a era feudal se extinguindo e o renascentismo aflorescendo. O castelo de Heidelberg foi construído por volta dos anos de 1.300, a sua grandiosidade o fez símbolo feudal dos príncipes da região.

Quão grandiosa foi tal construção! Seja guerras, ou inverno rigoroso com intensas tempestades de neve, nada impediu que este grande monumento fosse destruído, pelo contrário. O castelo não foi derrubado, as ruínas se firmaram com o tempo. O célebre castelo sobreviveu e com ele as suas histórias, que se perpetuam para as outras gerações.

Hoje desvendei os mistérios de Heidelberg. Sejam bem vindos a cidade de Goethe, a cidade romântica de princesas e plebeus, a cidade pitoresca, universitária, charmosa, localizada no vale do Rio Neckar, que abrange um dos mais renomados castelos e uma história cultural que nos leva a um passeio renascentista. 🙂

Rio Neckar
Rio Neckar

Os passeios ao redor dos magníficos parques, permite-nos respirar o ar bucólico nas ruas do século XIX.
Você pode descobrir as belezas do castelo por si próprio, mas com um guia turístico é possível comprender melhor a história durante os seus 700 anos, os costumes da época, as vítimas do genocídio nazistas e todas as guerras que esta fortaleza sobreviveu.

Para a maioria dos turistas, Heidelberg é a cidade mais romântica da Alemanha, este romantismo idílico exarcebado, se traduz entre a beleza da ponte “Alter Brücke” e o imponente castelo, além da localização no vale do Rio Neckar. Alguns dos visitantes apaixonam-se pela cidade, e muitos deles decidem se casar nas redondezas do castelo. Celebram-se cerca de 100 casamentos por ano na capela do palácio.

“Uma ruína deve estar corretamente situada para ser efectiva. Esta não poderia ter sido melhor colocada. Ergue-se numa elevação de comando, está encerrada em bosques verdes, não há qualquer terreno plano em volta, mas, pelo contrário, existem terraços arborizados sobre terraços, e olha-se para baixo através de folhagens brilhantes para precipícios profundos e abismos onde o crepúsculo reina e a luz do sol não pode penetrar. A natureza sabe como adornar uma ruina para conseguir o melhor efeito”.(Mark Twain, livro: A Tramp Abroad).

Show de Fogos

O show de fogos acontece durante os meses de junho e julho, época do verão europeu. A iluminação do castelo produzida pelos fogos de artifício data-se desde 1815, quando o Imperador Francisco I da Áustria e o conde Alexandre I da Rússia juntamente com o rei Frederico III da Prússia e o príncipe da Baviera entre outros princípes permaneceram várias semans em Heidelberg, para que a Santa Aliança decidisse medidas contra Napoleão, que na época havia acabado de abandonar o exílio. O magistrado de Heidelberg resolveu iluminar as ruínas do castelo para os reis e imperadores.

A outra iluminação foi feita em 1830, que foi organizada para homenagear imperadores da Áustria e da Rússia.
Atualmente, as iluminações do castelo tem o objetivo de relembrar a última destruição do castelo de Heidelberg pelo general francês Ezéquiel Mélac, nos anos de 1689 e 1693.

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3 comentários

  1. Que castelo perfeito!!! Realmente me fez voltar aos tempos de infância!! ♡ ♡♡ !!!! Continue postando , quero acompanhar as suas viagens e dicas!!!:)

  2. Heidelberg é realmente um lugar único! Toda a atmosfera da cidade parece guardar um pouco ainda o ar dos tempos medievais, mas sem aquela estagnação que – pelo menos para mim – paira em cidades italianas … Também fico curioso para saber por que o castelo de Heidelberg ficou com essa cor meio rosada (e não mais cinzento ou puxado para o marrom, como ficam normalmente os castelos…)

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