República TCheca – Praga !

Igreja Nossa Senhora Týn  Praga
Igreja Nossa Senhora Týn
Praga

“Não importa o outro lugar, os outros compromissos, a gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa”. Na poesia de Mário Quintana e com o entusiasmo de me aventurar em um novo chão, retomo a minha inspiração e abro a minha mente para uma nova viagem, um novo momento de cultura, de poesia, de descobertas, de conhecimento. Deixo o meu espírito preparado para ouvir histórias e absorvê-las, registro os acontecimentos, observo, filmo, entrevisto, gravo as notícias. Depois me aproximo daquela bela companhia, daquele livro especial, leio, analiso, pesquiso, procuro compreender melhor tudo o que vi através de um boa leitura. Revejo novamente a história peculiar de cada chão que percorri, de cada figura que vi. Assim, vou seguindo, e é naquela velha escrivaninha, que começo a redigir meus textos naquele caderno de rascunho, que levo sempre comigo, para anotar minhas pequenas observações de viagens. Logo, descubro-me em um novo mundo, e sinto que diante de mim, todos os caminhos estão abertos, uma nova estrada, um novo chão.

Em todas estas minhas “peregrinações”, guardo algumas coisas comigo, às vezes, algum costume específico daquele país, talvez uma poesia que marcou aquela viagem, ou um pensamento, uma risada ou uma paisagem surreal. Guardo mesmo a presença de amigos, aqueles bem especiais que viajaram comigo, mas que hoje estão distantes, pois regressaram para a sua terra natal. Guardo pensamentos, alguma lembrança típica daquele lugar. Guardo as fotos, vídeos e me perco frequentemente na melancolia da saudade, sim, saudade, uma palavra única do Brasil, esta nostalgia gostosa de sentir. Saudade, palavra tão bela, que mesmo traduzida para diversos idiomas não conseguiu obter o mesmo sentido literal e emocional que faz parte da cultura brasileira. A minha saudade ficou em Praga, capital da República Tcheca (Checa).

Regressei encantada com a magia daquele lugar. Guardei histórias, emoções, sentimentos, amigos, encantos, e toda a explêndida poesia presentes nas praças, nas ruelas, nas catedrais, nos castelos… sim, estava em Praga, a famosa “Praga Dourada”.

Igreja São Nicolas
Igreja São Nicolas

Uma das expressões belíssimas do barroco do século XVIII, sem dúvida é a igreja São Nicolas. Foi nesta igreja, que Mozart tocou órgão durante suas estadias em Praga. Logo após a sua morte, em 1791, foi realizada uma missa em sua homenagem. Com uma população de 1 milhão e 200 mil habitantes, Praga se destaca na Europa Central. O centro histórico da cidade foi considerado em 1992, Patrimônio Mundial da UNESCO.

A Ponte Carlo
A Ponte Carlo

As luzes na Cidade Velha, a Torre gótica e a Ponte Carlo nas margens do rio Moldava, toda esta junção explêndida, torna-se este lugar único que nunca deixará de fascinar turistas, pintores, fotógrafos, muito menos filósofos ou poetas.

A Ponte Carlo e seus arcos nas margens do rio Moldava
A Ponte Carlo e seus arcos nas margens do rio Moldava

É interessante perceber a ligação que a Ponte tem entre os pontos mais lindos de Praga, como o bairro dos palacetes, as mansões e a cidade velha. Independente do ângulo da ponte em que você esteja, a Ponte Carlo continuará sendo uma belíssima e romântica paisagem.

Igreja Nossa Senhora de Týn na Praça da Cidade Velha
Igreja Nossa Senhora de Týn na Praça da Cidade Velha

Ao olhar para a Igreja Nossa Senhora de Týn, na Praça da Cidade Velha, os olhos já começam a brilhar ao observar as torres da magnífica catedral. A igreja foi construída em 1365, mas logo aconteceu o movimento de reforma protestante, por João Huss. Esta igreja então, passou a liberar cultos com a comunhão feita através do beber o vinho pelos fiéis e não apenas pelos sacerdotes, e assim, o rei (Jiri de Podebrady), mandou colocar um cálice de ouro na fachada da igreja. Porém, a imagem não está mais na fachada da igreja, pois durante o período de reconquista católica, o cálice foi fundido e substituído pela imagem da virgem, que desde então decora a fachada.

Castelo de Praga
Castelo de Praga

Depois de tanto caminhar, chegamos no Castelo de Praga. Fundado no século IX, antigamente habitado pelos reis, hoje, o palácio serve como a residência presidencial. As entradas do castelo, são vigiadas por guardas, assim como os guardas da rainha britânica: em pé, sérios e com as armas nas mãos.

sinagogas judaícas

Durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães comandados por Adolf Hitler invadiram os “sudetos”, eram as regiões da antiga Checoslováquia, onde habitava grande parte da população alemã. Hitler ocupou todas as áreas checas e o restante da Eslováquia. Durante este período, muitos judeus que ali viviam, foram mandados para os campos de concentração. Em Praga pode se visitar várias sinagogas judaícas, inclusive a Sinagoga Pinkas, que é uma das mais famosas de Praga por ter em suas paredes uma coleção de desenhos feitos por crianças que estiveram nos campos de concentração, além dos 77.297 nomes dos judeus assassinados pelos nazistas. Além disto, a sinagoga está localizada na entrada do cemitério judaico, uma atração turística triste e curiosa.

Na época, o cemitério judaico não tinha infra-estrutura suficiente para a comunidade judaica, assim, os túmulos foram colocados juntos, e muitos empilhados, um em cima do outro, tornando o lugar ainda mais melancólico.

Franz Kafka

Franz Kafka, um dos mais famosos e influentes escritores de ficção do século XX. Kafka nasceu em Praga, mas teve influência judia, checo e alemã. Os originais de suas obras literárias foram redigidos em alemão. O conjunto de seus textos -na maioria incompletos, foram publicados somente após a morte do escritor. Sua linguagem metafórica, irônica e filosófica para retratar a sociedade e a condição humana tornaram-se objetos de estudo em universidade do mundo inteiro. O monumento à Franz Kafka, foi inspirado na obra literária “Descrição de uma Luta”, que foi uma das primeiras obras de Franz Kafka. O livro foi escrito entre 1904 e 1905. A estátua representa Kafka nos ombros de um gigante sem cabeça e sem mãos.

Rua do Ouro é uma das ruas mais inusitadas da cidade, é uma rua bem estreita, atrás do castelo de Praga, com casinhas renscentistas pintadas de várias cores, dando mais alegria e curiosidade no lugar. Fatos históricos contam, que as casinhas foram construídas para abrigar parte da guarda real e dos funcionários do rei. As casas também, foram ocupadas por ourives,e vários artistas e outras mentes criativas, como o poeta Jaroslav Seifert, e uma delas, esta de cor azul, serviu de moradia para um dos escritores mais mais famosos de Praga: Franz Kafka.

Fim da viagem … 😦

Foram três dias em Praga, com amigos especiais, que estão hoje na África de Sul, a terra natal deles, fomos juntos descobrir a história e cultura deste lugar fascinante, a saudade e a alegria se mesclam com os dias iluminados que vivenciamos por lá.

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4 comentários

  1. Cris, seu blog está lindo! Cheio de informações uteis, fotos lindas e texto gostoso de ler! Estou acompanhando todos os post para pegar as melhores dicas para a minha viagem que será no final de outubro. A propósito, você podia fazer um post sobre o clima Europeu em cada época do ano… vai me ajudar na hora de fazer as malas…rs. Beijos e sucesso!

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