Intercâmbio na Rússia?!

Intercâmbio na Rússia. Viagens Pelo Mundo.
Intercâmbio na Rússia/Catedral de São Basílico localizada na chamada Praça Vermelha/Moscou.
Viagens Pelo Mundo.

Ser quase deportada da Rússia, trabalhar para uma família de mafiosos de São Petersburgo, (“sem saber do perigo”), falar fluente 5 idiomas, morar em mais de 7 países. Preparem-se mochileiros e confiram os relatos inusitados e dicas de intercâmbio que a empresária paulistana Luciana Mota contou para o Viagens pelo Mundo! 🙂

A empresária Luciana Mota, ou “Lu Russa”, como é conhecida em seu blog, se aventurou em um intercâmbio em São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia. Lu Russa explica sua trajetória na Rússia, adaptações, desafios e suas aventuras ao morar em países como,  Rússia,  Finlândia, Estados Unidos, Inglaterra, República Checa, Suécia, Argentina e França.

Em 1995,  acontecia o primeiro intercâmbio de Luciana Mota. Ela embarcou para os Estados Unidos, no estado de Wisconsin em uma pequena cidade chamada River Falls, no qual morou durante 5 anos estudando inglês através do programa inglês para estrangeiros durante o seu período de estudos na “High School”.

Luciana contou, que o interesse pela história e literatura e principalmente sobre a história da antiga União Soviética a fascinava. A vontade de aprender russo somente crescia, foi então, que em um estágio em Londres em 1998, em seu segundo intercâmbio, que Luciana começou a aprender russo, assim, surgiu a idéia de ir para Rússia e aprimorar o idioma. Ela explicou que o seu primeiro momento com a população russa foi bem positivo. “O povo russo foi muito receptivo, eles mostravam interesse em fazer amizade comigo. Quando fui em 1999 faziam apenas 8 anos da queda da União Soviética, tudo era muito diferente do que é hoje, não sei como é agora na íntegra, já que a Rússia está tão aberta e globalizada”, explica Luciana.

A adaptação

Desde os seus 17 anos, Luciana tem uma “vida nômade”, viajar sozinha a amadureceu e ampliou seu conhecimento cultural, fato que favorecia a sua melhor adaptação em terras estrangeiras.

Luciana relata a importância de entender a cultura e história do país para compreender a mentalidade do povo e saber lidar e reagir em situações diversas. “Sou de tipo de pessoa que me adapto facilmente em qualquer lugar, com qualquer tipo de pessoa, se as pessoas não me procuram, eu as procuro. A cultura e a mentalidade do povo russo é muito diferente da nossa, por toda história cultural, eles viveram 80 anos sob medo e pressão, eu entendia os “medos ou paranoías” dos meus amigos russos, as brigas constantes que presenciei em lugares públicos. Os russos são extremamente racionais, e nenhum pouco emocionais, qualquer problema seu é irrelevante ao povo russo, talvez esta seja a parte mais difícil de adaptação,” conta Lu Russa.

Quase deportada da Rússia

“No primeiro ano na Rússia, descobri que meu visto estava errado, e eu tinha até meia noite daquele dia para sair do país, encontrar uma embaixada em qualquer outro país por perto para prolongar meu visto. Eu decidi ir para Lituânia de trem. De madrugada o trem passou pela fronteira da rússia e meu medo de ser deportada era muito grande. O policial entrou no trem, pegou meu passaporte e sumiu. Quando ele retornou, veio com mais uns 5 policiais, todos curiosos para saber mais sobre o Brasil e perguntar sobre carnaval e futebol, sendo assim, a falha do passaporte passou desapercebido.” Uffa! 🙂 , explica Luciana.

Experiência com a máfia russa

“Recebi um telefonema de um casal, querendo que eu desse aulas de inglês para a filha de 4 anos deles, e que eles me pagariam o que fosse necessário para as aulas. Eu os visitei, a família morava em um apartamento tríplex super luxuoso em São Petersburgo, assim, aumentei meu preço. Em todas as aulas o motorista da família me buscava e me trazia de volta, ele estava sempre todo armado, com armas bem pesadas. Depois de um tempo, comentando no meu trabalho sobre isso, eles me contaram que eu estava na casa de um dos mafiosos mais conhecidos de São Petersburgo. 😦

Morando em mais de 7 países

A ótima adaptação cultural no exterior permitiu com que Luciana não sofresse de saudades da terra natal. “Não tenho saudades da terra, tenho saudades de pessoas, isso é eterno.” Lu Russa normalmente viaja sozinha, a facilidade de comunicação lhe permite conhecer pessoas do mundo inteiro e ter amizades eternas.

Quanto aos roteiros turísticos, ela afirma que apenas pesquisa na internet os mais variados sites de busca e promoções de viagens. De acordo com Lu Russa, não há dificuldades para viajar sozinha, é preciso apenas disposição, vontade de trabalhar e conhecer o mundo. Para ela, o melhor intercâmbio foi o primeiro nos Estados Unidos, quando era bem jovem e se viu sozinha em diferentes situações e precisou solucionar diversos problemas em um novo chão. Os choques culturais, a adaptação em um novo país, transformou a sua mente lhe tornando mais independente e confiante, como ela mesma diz, “cidadã do mundo” sempre disposta a novos desafios e novas viagens pelo mundo.

Lu Russa é formada em letras, a facilidade com idiomas e a vontade de conhecer a cultura e identidade dos povos do mundo, foram alguns dos motivos que a motivava a viajar pelo mundo. Ela fala português, inglês, espanhol, francês e russo. Em cada país que Luciana morou, ela estudou, realizou estágios e trabalhou como professora de inglês. Se você deseja saber mais detalhes sobre a experiência dos intercâmbios culturais que Lu Russa viveu pelo mundo, ou saber em qual país Luciana está se “aventurando” atuamente, visite o Blog “Lu Russa”. 🙂

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